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Cirurgia para a doença de Peyronie

Cirurgia para a doença de Peyronie

duration

Duração

2-3 hora(s)

hospitalization

Internamento

1 noite(s)

hotel stay

Hotel

5 noite(s)

A doença de Peyronie é uma condição adquirida em que se forma tecido cicatricial (placa) na túnica albugínea, a camada firme que ajuda o pénis a ficar rígido durante a ereção. Isto pode fazer com que o pénis se curve, estreite ou encurte durante as ereções e pode causar dor, dificuldade na relação sexual com penetração e sofrimento emocional ou perda de confiança. Quando os sintomas são relevantes e já estabilizaram, a cirurgia pode ser uma opção eficaz para melhorar a função e reduzir a curvatura.

Compreender o que a cirurgia pretende alcançar

O tratamento cirúrgico tem como objetivo corrigir a curvatura do pénis que interfere com a atividade sexual ou causa incómodo significativo. Consoante o tipo de intervenção, a cirurgia pode:

  • Endireitar o pénis para tornar a relação sexual mais confortável ou possível
  • Melhorar deformidades como efeito de “dobradiça” ou estreitamento (em casos selecionados)
  • Tratar simultaneamente a disfunção erétil, se existir

A cirurgia não elimina a tendência subjacente para formar tecido cicatricial e não pode garantir um resultado “perfeitamente direito”. O objetivo é uma melhoria funcional e fiável que apoie uma vida sexual satisfatória.

Quando a cirurgia pode ser a opção certa

A cirurgia é, em geral, considerada quando a doença de Peyronie está na fase estável (crónica). Isto significa, tipicamente:

  • A curvatura e a deformidade mantiveram-se estáveis durante vários meses
  • A dor diminuiu ou é mínima
  • A condição existe há tempo suficiente para se compreender o seu padrão (frequentemente cerca de 9 a 12 meses ou mais)

Pode ser adequada se:

  • A curvatura impede a relação sexual com penetração ou causa dificuldade repetida
  • Existe uma curvatura importante, estreitamento ou efeito de “dobradiça”
  • Os tratamentos não cirúrgicos não proporcionaram melhoria suficiente
  • Existe disfunção erétil associada que não responde bem a comprimidos ou a outras medidas conservadoras

A cirurgia pode ser menos adequada se a condição ainda estiver a mudar rapidamente, se a dor for o sintoma dominante na fase inicial, ou se existirem problemas de saúde que aumentem o risco da anestesia ou da cirurgia. Estes fatores são avaliados cuidadosamente durante a consulta.

Avaliação e planeamento antes da cirurgia

Uma avaliação pré-operatória completa é essencial, porque a melhor opção depende do padrão de curvatura, da função erétil e das prioridades pessoais.

Na consulta, a nossa equipa de Urologia discute, habitualmente:

  • Quando começaram os sintomas e se estão estáveis
  • A direção e o grau de curvatura e a presença de estreitamento ou depressões
  • Dor, função sexual e eventuais dificuldades de ereção
  • História clínica relevante, como diabetes, doença cardiovascular, cirurgias prévias da próstata ou do pénis e medicação

Para planear a cirurgia com precisão, é frequentemente necessária uma avaliação do pénis em ereção. Isto pode ser feito através de:

  • Fotografias tiradas em casa (seguindo orientações claras) e/ou
  • Avaliação em clínica, em que é induzida uma ereção com medicação

Pode ser recomendada uma ecografia peniana (frequentemente ecografia Doppler) para localizar as placas, avaliar o fluxo sanguíneo e ajudar a compreender a função erétil. Esta informação ajuda a adequar a abordagem cirúrgica à sua anatomia e aos seus objetivos.

Opções cirúrgicas para a doença de Peyronie

Existem três abordagens cirúrgicas principais. A opção mais adequada depende da gravidade da curvatura, do comprimento do pénis, do tipo de deformidade e da função erétil.

1) Plicatura peniana (incluindo técnicas do tipo Nesbit)

A plicatura endireita o pénis ao encurtar o lado mais comprido, oposto à placa. São colocados pontos para “recolher” tecido e contrariar a curvatura. Em algumas variações, pode ser removida uma pequena porção de tecido (técnica do tipo Nesbit), enquanto noutras a túnica é dobrada sem remoção de tecido.

Esta opção é frequentemente considerada quando:

  • A função erétil é boa
  • A curvatura é moderada e não existe estreitamento importante nem deformidade complexa
  • O comprimento do pénis é adequado

Aspeto importante: como o lado mais comprido é encurtado, é expectável alguma perda de comprimento em ereção. A quantidade varia e é discutida previamente.

2) Incisão ou excisão da placa com enxerto (procedimentos de alongamento)

Em curvaturas mais graves, deformidades complexas ou estreitamento significativo, a cirurgia pode envolver a libertação da área de placa tensa (através de incisão ou remoção parcial) e a colocação de um enxerto para cobrir o defeito. O objetivo é restaurar uma forma mais uniforme e preservar o comprimento tanto quanto possível.

Esta opção pode ser considerada quando:

  • A curvatura é mais acentuada
  • Existe deformidade em “ampulheta” ou efeito de “dobradiça”
  • Preservar o comprimento é uma prioridade e a anatomia é adequada

Aspeto importante: os procedimentos com enxerto podem ter um risco mais elevado de disfunção erétil pós-operatória do que a plicatura, sobretudo em homens que já apresentam ereções limítrofes. Esta questão é avaliada cuidadosamente antes de recomendar enxerto.

3) Prótese peniana com ou sem manobras de endireitamento

Se a doença de Peyronie estiver associada a disfunção erétil significativa que não responde a medicação ou a outros tratamentos, a prótese peniana pode ser a solução mais fiável. A prótese proporciona rigidez e a curvatura melhora frequentemente após a sua colocação. Se necessário, podem ser realizadas etapas adicionais de endireitamento na mesma intervenção.

Esta opção pode ser considerada quando:

  • A disfunção erétil é um problema principal
  • A curvatura e a falta de rigidez ocorrem em conjunto
  • O objetivo principal é obter uma ereção fiável

Aspeto importante: a prótese é um dispositivo permanente. A decisão é tomada com cuidado, com discussão completa de benefícios, limitações e considerações a longo prazo.

O que esperar no dia da cirurgia

A cirurgia é realizada na nossa clínica especializada de Urologia sob anestesia, mais frequentemente anestesia geral. A técnica específica e o local da incisão dependem do procedimento escolhido.

Duração e internamento habituais:

  • O tempo operatório varia frequentemente entre cerca de 30 e 120 minutos, consoante a complexidade
  • Muitos doentes têm alta no próprio dia ou após uma noite de internamento, dependendo da intervenção e da recuperação individual

Antes da alta, são fornecidas instruções claras sobre cuidados da ferida, controlo da dor, limitações de atividade e sinais que justificam contacto urgente.

Recuperação e seguimento

A recuperação varia conforme o procedimento, mas a maioria dos homens pode esperar um regresso gradual às atividades habituais.

Recuperação inicial (primeiras 1 a 2 semanas)

  • Inchaço e equimoses são frequentes e tendem a resolver
  • É expectável algum desconforto, controlado com analgesia prescrita
  • É importante manter a ferida limpa e seca

Geralmente é marcada uma consulta de seguimento por volta da primeira semana para avaliar a cicatrização e esclarecer dúvidas.

Regresso às atividades do dia a dia

  • Atividades leves podem muitas vezes ser retomadas em poucos dias, conforme o conforto
  • Exercício intenso e levantamento de pesos são, em geral, evitados durante algumas semanas

Atividade sexual

A relação sexual com penetração e a masturbação são habitualmente evitadas durante cerca de 6 semanas, embora o tempo exato dependa do procedimento e da cicatrização. O cirurgião confirmará quando é seguro retomar.

Expectativas a longo prazo

A melhoria da curvatura é geralmente evidente após a cicatrização completa. Alguns homens podem manter uma pequena curvatura residual que não interfere com a atividade sexual. Se a função erétil já estava diminuída antes da cirurgia, pode ainda ser necessário tratamento adicional.

Riscos, limitações e aspetos importantes

Toda a cirurgia envolve riscos, e parte de um bom acompanhamento é garantir que estes são compreendidos de forma clara.

Riscos cirúrgicos gerais incluem:

  • Hemorragia ou hematoma
  • Infeção
  • Problemas de cicatrização
  • Riscos anestésicos (avaliados individualmente)

Aspetos específicos do procedimento podem incluir:

  • Encurtamento do pénis (mais comum nas técnicas de plicatura)
  • Diminuição da sensibilidade ou dormência (geralmente temporária, ocasionalmente persistente)
  • Disfunção erétil (o risco varia, sendo mais elevado com enxerto em alguns homens)
  • Curvatura residual ou recorrente ao longo do tempo
  • Pontos palpáveis ou endurecimento sob a pele (particularmente após plicatura)

É também importante discutir expectativas quanto a comprimento, grau de endireitamento e função sexual. Um plano cuidadoso e realista antes da cirurgia é uma das melhores formas de alcançar um resultado satisfatório.

Como a nossa equipa o acompanha ao longo de todo o processo

Optar por cirurgia na doença de Peyronie é uma decisão pessoal, e muitos homens consideram útil falar sobre os impactos físicos e emocionais.

Desde a primeira consulta, a nossa equipa especializada de Urologia centra-se em:

  • Um diagnóstico claro e explicação da condição
  • Um plano cirúrgico personalizado com base no padrão de curvatura e na função erétil
  • Discussão transparente dos benefícios prováveis e dos compromissos envolvidos
  • Seguimento estruturado para apoiar a cicatrização e a recuperação sexual

Se existirem preocupações relacionadas com ereções, confiança ou intimidade, estas podem ser abordadas como parte do plano global de cuidados. O objetivo não é apenas corrigir a curvatura, mas também ajudar a retomar uma vida sexual confortável e fiável.

Se estiver a considerar cirurgia, uma consulta aprofundada é o melhor passo seguinte. Permite avaliar a estabilidade da condição, medir a curvatura com precisão, rever a função erétil e decidir em conjunto qual a opção que melhor se adequa aos seus objetivos.

Dr. Yasar Basaga

Revisto clinicamente por Dr. Yasar Basaga, Md. PhD. FEBU

Revisto pela última vez em 13 de abril de 2026. Nova revisão agendada para 13 de abril de 2027. Esta página foi verificada por um profissional de saúde qualificado quanto à exatidão e relevância clínica.

Esta página foi originalmente escrita em inglês e traduzida para sua conveniência. Em caso de discrepâncias, a versão em inglês prevalece.